Como os nossos pais

Fico espantado, ao observar em nosso modo de viver, como somos repetidores de coisas. Parece-me que todo processo de construção de nosso pensamento e comportamento é orientado a reproduzir o que já está posto.

Vivemos em um contexto social e, desta forma, somos conduzidos por uma cultura pré-estabelecida. Nadamos no fluxo dos pensamentos daqueles que estiveram aqui antes da gente e ficamos presos aos limites deste “LAGO”. Até possuímos a liberdade de nadar para qualquer lugar, podemos também mudar a modalidade do nado; mas as águas que estamos imersos, ainda são as mesmas.  Vivemos presos em águas paradas.

Um exemplo clássico disso é a própria construção da ciência e conhecimento, a metodologia é de buscar princípios anteriores. O modelo de uma tese é sempre de se referenciar no que já está posto. É como se fosse uma corrida com bastão: o atleta passa o bastão para o próximo e assim sucessivamente.

Este modelo está impregnado em nosso comportamento social, somos seguidores das correntes de pensamentos que se movimentam. Repetimos sempre o que as pessoas estão fazendo. Observe a moda: buscamos sempre vestir, fazer, ouvir, falar, ler, etc o que as outras pessoas estão vestindo, fazendo, ouvindo, falando, lendo, etc.

Por isso me veio este questionamento: Precisamos mesmo ser papagaios de nós mesmos?

Onde está o lugar do novo em uma sociedade ensinada a repetir? Somos reprimidos pelo medo de ser ou fazer diferente? Qual deve ser o caminho para reivindicarmos nossa liberdade de pensamentos e o direito a nossa individualidade, a nossa singularidade?

Parece-me que o mundo moderno – com sua fama de globalizado e democrático – é na verdade mais totalitarista do que os antigos sistemas ditatoriais? O que fizeram com o livre-arbítrio estabelecido por Deus?  A diferença é que o totalitarismo de antes fazia uso de armas e força bruta e o de hoje usa a força da ideologia, cria os contextos que nos aliena e nos transforma em robôs.

A ideia deste texto é fazer você raciocinar sobre o obvio e desenvolver uma critica sobre este modelo que criamos para nós. Se condicionarmos nossas mentes a uma nova esfera de raciocínio, estaremos produzindo um ambiente de criatividade fantástico. A idéia é essa, precisamos criar uma ruptura nas coisas que já há tempos foram convencionadas pelos nossos anteriores.

Como os nossos pais, composição de Belchior que ganhou o Brasil na voz de Elis, traz esse grito de mudança. “Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais.” Esse trecho mostra a essência de nosso modo de viver. Fazemos muitas coisas, mas sempre fazemos o mesmo, temos medo de sermos diferentes.

A gerações passadas foram importantes em suas épocas, e agradecemos todo legado que deixaram. Mas Deus nos deu a criatividade e a inteligência para cada vez mais nos aperfeiçoarmos e sermos melhores.

Precisamos, nesta geração (onde nunca foi tão fácil nos comunicarmos e espalharmos nossas idéias), sermos mais criativos, mais inovadores, mais colaborativos, mais multiplicadores. E se tivermos que ser repetidores de algo, que seja sempre das coisas boas, mas não somente repetir, e sim  multiplicar. Sim… repetir e multiplicar a ética, a honra, a lealdade, a honestidade, o respeito, a tolerância, o amor e o SORRISO.

Nos podemos mudar o mundo lá fora, mas para isso, precisamos mudar o mundo aqui dentro de nós. Transforme sua mente e mude!!

Até a próxima…

Jirres Edmundo
(11) 4063-2778 | (16) 99617.3597
edmundo@radiologiaeinovacao.com.br
http://www.facebook.com/jirresedmundo

Como os nossos pais

2 comentários sobre “Como os nossos pais

  1. Isabela Melo disse:

    Nossa… muito bom!!! Esse texto é um exemplo de coisa boa para se repetir e multiplicar!!!! Posso??? Ah!! Escreva mais, por favor!! Amei descobrir seu lado escritor…Abração!!!

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