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Não ofereça Modelos 3D Digitais em seu Centro Radiológico. Saiba os porquês.

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Veja abaixo os motivos de não aderir a esse conceito de MODELOS 3D DIGITAIS:

  • Porque você vai despertar inveja na concorrência e inveja é um sentimento ruim.
  • Porque é um investimento alto, e gastar dinheiro para obter lucros, é coisa de capitalista desumano.
  • Porque aderir a este novo conceito é ter que aprender coisas novas e ter que sair da zona de conforto. Como diz o carteiro Jaiminho do Chaves: “ É preciso evitar a fadiga”
  • Porque se tiver que ser feito, que seja feito pelas especialidades que precisam do resultado deste exame. Afinal, o meu centro Radiológico não está aqui para ficar pajeando os outros colegas.
  • E outra, essa tecnologia facilita muito a vida de todo mundo, dos funcionários do centro radiológico, dos dentistas e dos pacientes. Pode ser que eles não enxerguem valor com toda essa facilidade, porque é muito menos trabalho. Bom mesmo é suar para fazer o modelo de Gesso. Isso sim, dignifica o nosso trabalho. Já diziam os mais antigos: “A gente ganha o pão com muito suor”

Deixando o campo da ironia e buscando uma apresentação direta das minhas ideias em relação a este tema, é importante compreender que os pensamentos propostos acima, de alguma forma (ou em algum contexto), podem até fazer sentido. Na pluralidade dos pensamentos, há diversos pontos de vista e merecem respeito. Todavia, na dinâmica do pensamento atual de mercado, para um centro radiológico que queira se manter e ter maior destaque onde atua, são totalmente controversos os motivos listados acima. Leia o texto até o final e veja se concorda com o meu ponto de vista.

O conceito DIGITAL entrou com tanta força na odontologia que permitiu diversas especialidades enxergarem sua prática de outras formas e com outros recursos. O modelo 3D digital é fruto deste novo olhar na odontologia. É indiscutível o salto no avanço científico que as tecnologias geradas por este conceito têm proporcionado na prática odontológica. As discussões, entretanto, que geram algumas incertezas, são sobre o aspecto mercadológico deste movimento.

Por ser algo relativamente novo, as diversas especialidades estão aos poucos tateando como cada uma irá atuar diante das novidades que estão surgindo. Algumas trazendo para si novas práticas e outras buscando apóio de outras especialidades que, pelo histórico, poderiam executar melhor determinados recursos.

Refletindo sob o viés do segmento da Radiologia Odontológica, penso que é fundamental os Centros de Radiologia e Documentação Odontológica entrarem “de cabeça” nos Modelos 3D Digitais e tentar, ao máximo, incorporar os serviços relativos a esta nova prática. As clínicas radiológicas não podem se reduzirem a meras executoras de raios-x. Cada vez mais, para continuar sendo relevante junto ao mercado, os centros radiológicos precisam oferecer mais serviço de valor agregado. Oferecendo Diagnóstico e apoio a outras especialidades dentro das novas demandas que vêm surgindo.

Por exemplo, a ortodontia moderna, já tem outra feição. E se os proprietários de radiologias se trancarem em seus mundos, e não olharem para as novas realidades, em pouco tempo serão sucumbidos. Há algumas décadas foi a Ortodontia quem provocou a acessão dos serviços radiológicos no Brasil. Os radiologistas daquela época, tiveram a sensibilidade de enxergar oportunidade naquele movimento e tiveram sucesso. Construíram inclusive uma cultura que concebeu uma demanda de serviços que sustentou e tem sustentado a  radiologia no Brasil.

Agora, com a entrada dos modelos 3D Digital (e todo conceito por trás dele de recursos de setups, alinhadores, planejadores de sorriso, Desenhos de restaurações, etc) é novamente a chance de a radiologia trazer para si essa demanda e se fortalecer como segmento de apoio desta e das outras especialidades.

O uso do modelo Digital, está descortinando uma gama gigante de novas oportunidades de serviços dentro da odontologia. Os centros radiológicos precisam aproveitar essas oportunidades. É preciso que os especialistas em radiologia percebam sua atuação de uma forma mais ampla.

Analisando a etimologia da palavra diagnóstico, pelo latim diagnosticu (dia=”através de, por meio de” + gnosticu=” conhecimento de”), podemos enxergar o conceito com um entendimento mais largo. Através do conhecimento e experiência do profissional de diagnóstico é possível oferecer maior apoio as outras especialidades, ajudando a planejar,  apresentar e alcançar o melhor resultado no final do tratamento.

A música do Lenine, faz uma boa alusão ao que quero expressar, quando digo que o segmento de radiologia, precisa olhar para fora das quatro paredes do seu centro radiológico e entender que este segmento pode ser maior do que ele imagina ser.

“Focado no seu mundo qualquer homem Imagina muito menos do que pode ver
No escuro do seu quarto ignoro o céu lá fora E fica claro que ele não quer perceber” Simples assim – Compositor: Lenine, Dudu Falcão

 

É isso pessoal. Nos tempos atuais, para se manter dentro do contexto de mercado, é preciso olhar como o tempo está lá fora. Não ficar trancado com seus velhos conceitos e pensamentos, imaginando que o mundo se limita a somente o que já está posto. Pelo contrário, há um céu lá fora que nos mostra que o infinito e uma realidade e que o mundo não está parado, ele continua a girar.

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JIRRÉS EDMUNDO

Não ofereça Modelos 3D Digitais em seu Centro Radiológico. Saiba os porquês.

CATIVAR

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Em um diálogo entre o principezinho viajante dos planetas e a sábia Raposa, é revelado o maior segredo para o sucesso das relações Humanas – CATIVAR-. Em um certo momento da narrativa o principezinho, que ainda não conhecia aquela palavra, pergunta para a raposa: O que é cativar? E a sábia Raposa responde: É algo quase sempre esquecido pelas pessoas. Significa “criar laços”… [Acesse o livro aqui. Este diálogo entre a raposa e o principezinho esta na página 36 – capitulo XXI ]

Cativar o outro é o exercício diário necessário para construir e sustentar uma relação forte e saudável.

Interessante que a raposa faz uma ótima observação, ela diz que existem centenas de milhares de raposas iguais a ela, mas quando ela cativa alguém, ela se torna única no mundo para aquela pessoa que ela cativou, e então, todas as outras raposas já não tem importância.

Muito bacana esse conhecimento que a raposa deixa para gente, e não precisamos de muito esforço para trazer essa metáfora para o nosso contexto pessoal ou profissional. Se você cativar as pessoas ao seu redor, seus amigos, parentes, clientes, (etc…) certamente você será único no mundo para eles.

Precisamos perceber o curso da vida como uma constante prática de interrelação. Vivemos em um tecido humano que se entrelaça. E se pudéssemos nos olhar de cima, como uma criança que observa um formigueiro, perceberíamos que funcionamos melhor quando trabalhamos coletivamente e descobriríamos o quanto é importante a nossa habilidade de cooperar e fazer o bem ao outro. Cativar, em última instancia, é enxergar o outro. É respeitar e valorizar o seu espaço, a sua presença, sua identidade e oferecer sempre a este “outro” o melhor de nós.

As relações humanas, sejam elas de qualquer natureza (amorosa, profissional, amizade, etc), devem ser construídas com o coração e com o conteúdo sincero, honesto e humano que possuímos dentro da gente.

Até a próxima.

Jirres Edmundo
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CATIVAR

DEPRECIAÇÃO DE EQUIPAMENTOS : UM CUSTO OCULTO

2033_bigEstou terminando um material sobre montagem de serviço de radiologia ( já tenho trabalhado nisso há algum tempo). E nesta semana, comecei a pesquisar sobre depreciação de equipamentos e o impacto que esse elemento gera no custo financeiro da clínica. E descobri que trata-se de algo realmente muito importante ao considerar a perenidade do negócio e a real percepção de lucro.

Não temos muito o costume de considerar esse elemento, e essa negligencia distorce a informação de lucro real da clínica. Por isso, decidi compartilhar uma matéria que encontrei e que revela um pouco sobre essa questão. Leia a matéria:

DEPRECIAÇÃO DE EQUIPAMENTOS MÉDICOS: UM CUSTO OCULTO por Francisco Mauad

Saber o custo da depreciação de seus equipamentos dentro da clínica é muito importante para você compor o preço de seus serviços. Não considerá-lo pode te dá uma falsa impressão de lucro.

No conteúdo que estou preparando, você terá mais detalhes sobre esse elemento e dicas de como incluir esse custo no controle financeiro de da sua clínica. Aguarde…..

Até a próxima.

Jirres Edmundo
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DEPRECIAÇÃO DE EQUIPAMENTOS : UM CUSTO OCULTO

Você tem medo de crescer?

MEDODECRESCER

Neste fim de semana, brincando com a minha filha Duda (6 anos) fui surpreendido por uma frase que ela disse. No meio da brincadeira ela falou: “Papai, eu não quero crescer, quero viver brincando a minha vida toda. ” (hehehe)

Esse comentário dela rendeu uma boa conversa enquanto brincávamos e, além de ir revelando para ela como é a trajetória natural das coisas, fui fazendo outras perguntas para entender qual era a visão dela sobre a vida. Enquanto ela ia falando, eu comecei a lembrar também dos meus pensamentos de quando era criança.

Essa reflexão me fez pensar que em geral, em diversas esferas da nossa vida, temos medo de crescer. Temos medo porque crescer é deixar algo que já estamos acostumados (acomodados) e partir para o novo, é ter que encarar um novo mundo, encarar situações diferentes e lidar com mudanças. Crescer é ter que deixar os velhos hábitos, as roupas que tanto gostávamos de usar (afinal, elas não cabem mais).

Se conduzirmos este raciocínio para o espaço de nossa vida profissional e dos negócios, não será muito diferente. Crescer nesta área da vida também gerar desconforto, porque para crescer, você vai ter que assumir novos desafios, vai ter que aprender coisas novas, assumir novas rotinas, vai ter que deixar velhos hábitos, “velhas roupas que não te servem mais”. Como dizia Belchior:

“No presente a mente, o corpo é diferente E o passado é uma roupa que não nos serve mais”

Talvez o maior desconforto para esse fenômeno do crescimento é o fato de termos que fazer escolhas. No roteiro de nossa existência, as escolhas são a marca que precedem e acompanham o crescimento. Ou seja, crescer significa ter que tomar decisões, ter que ser o autor de sua própria vida. Ao mesmo tempo, as escolhas que fazemos definem se iremos crescer ou não. O problema é que escolher é um processo que incomoda a gente psicologicamente, porque ele sempre implica em uma perda; toda vez que eu escolho por algum caminho, impreterivelmente, estou negando ou perdendo outro. E isso cria um desconforto gigantesco em nós. Talvez, seja esse um dos grandes motivos que nos amedronta crescer. E o pior é que cada vez que crescemos mais, maior ou mais sérias serão as nossas escolhas.

A grande questão, entretanto, é que CRESCER VALE A PENA. Crescer incomoda, gera medo, mas a dor do crescimento não se compara ao que ele proporciona. Porque depois que passamos pela fase do medo, do desconforto e da dor, o sentimento de REALIZAÇÃO, de conquista, de atingir um novo patamar em nossas vidas, é muito gostoso. Esse sentimento é o combustível para continuarmos vivendo.

Imagina como seria chata a vida se tudo fosse sempre igual, sem desafios, sem mudanças. Imagina se minha filha ficasse presa na infância à vida toda e não pudesse viver todas as outras experiências que a vida irá poder lhe proporcionar? CRESCER faz parte da vida, é preciso ter coragem para viver, para crescer. É preciso enfrentar o medo. Charles Chaplin foi feliz em dizer

“A vida é maravilhosa se não se tem medo dela.”

Não fuja dos novos desafios, enfrente o novo, saia do lugar comum, não perca as oportunidades de CRESCER. Permita-se ousar. No que diz respeito a sua vida profissional, faça isso não apenas motivado a obter maiores ganhos financeiros e sim como uma oportunidade de viver novas experiências. Isso será muito rico para sua vida. Viva novas experiências, não se prenda ao lago das águas paradas do comodismo. Lance-se no rio da vida e deixe que cada curva inédita da trajetória deste rio, faça de você alguém MAIOR, que se permitiu crescer e construir algo especial.

Há pessoas que por medo de mudar, medo de sair do seu status quo, medo de perder, NUNCA GANHAM. Preferem se manter pequenos, porque assim não precisam se mexer muito, dá menos trabalho. Benjamin Disraeli deixou um pensamento grandioso de como precisamos enxergar a vida:

“A vida é muito curta para ser pequena.”

É preciso enfrentar a realidade de que : Crescer dói. Todavia, gosto de lembrar da música da banda dos Selvagens à procura de Lei, que diz:

“Crescer dói
Mas essa foi a história de todos os heróis”

É isso aí pessoal…. Antes de me despedir, quero te pedir um favor: Estou fazendo uma pesquisa para saber quais são as principais dificuldades que  o empresário da radiologia odontológica enfrenta para fazer crescer sua clínica. Será que você pode cooperar com esta pesquisa? É rapidinho, são apenas 3 perguntas. Responda clicando aqui.

Muito obrigado! Um braços e até a próxima!

Jirres Edmundo
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Você tem medo de crescer?

A Odontologia no contexto de Mercado

megaphone-50092_640Acabei de ler a matéria do jornal O Globo que revela o cenário da saúde bucal do Brasileiro – Leia a Matéria aqui –.  Quando li o dado que diz que 55,6% do país não procurou por dentista no último ano (este foi 1 dos diversos dados que mostram como a consciência de saúde bucal é  pequena entre os brasileiros); na mesma hora,  lembrei de outra matéria que havia lido há algum tempo, sobre o hábito dos brasileiros em frequentar os shoppings (habito este criado após o boom do consumo com o aumento da renda no Brasil). A matéria traz o seguinte dado: 2 em cada 3 brasileiro (65%) vão ao shopping pelo menos 1 vez por semana. Opa… Mas qual seria a relação entre essas 2 matérias? Continue lendo o texto e julgue se faz sentido o raciocínio que me ocorreu.

Bem, antes de discorrer sobre este raciocínio que acabou me motivando a escrever este post, gostaria de lembrar que a matéria do jornal O Globo, apresenta os fatos do ponto de vista social e deve ser observado por este lado também. A questão da negligência do governo em cuidar da nossa saúde (não obstante as altas taxas de impostos que pagamos) merece nossa indignação e crítica. Inclusive quando percebemos que a maior parte da população tem grande desinformação em relação a questão da sua saúde bucal (essa culpa é do governo e da classe odontológica, mais à frente você vai entender porque). E ainda, quando vemos que 75% dos atendimentos de saúde bucal acontecem na rede privada, acende um alerta de que algo está errado em nossas políticas publicas para saúde.

Posto isso, gostaria de pedir sua licença para explorar essa informação sobre a saúde bucal dos brasileiros de outra forma. Quero usar essas 2 matérias e os seus dados para exercitar um raciocínio de cunho mais econômico e mercadológico. Vamos lá…

Já há algum tempo penso sobre os motivos pelos quais a odontologia não é tão prospera (pelo menos para a maioria) como poderia e deveria ser; e porque ela não é tão valorizada por parte dos brasileiros. E claro, pensei em diversos fatores como causa. Mas há um fator que, em minha opinião, é muito importante e ele se apresenta com maior relevância quando olhamos para a prática da odontologia em um contexto de mercado.

Vivemos em sociedade e este viver inclui a dimensão econômica; sendo assim, todos somos, como dizem os economistas, “agentes econômicos” e potenciais consumidores. Desta forma, todos outros agentes ao nosso redor (empresas e indivíduos que oferecem serviços e produtos) trabalham em prol de direcionar o fluxo de nossas rendas para eles. Isso faz parte da dinâmica econômica.

Trazendo para nossa realidade, o fenômeno que estou buscando ilustrar com o confronto destas 2 matérias é que, você dentista, que exerce sua profissão e obviamente precisa ser remunerado por ela, concorre com um gigantesco mundo de possibilidades de consumo que existe diante deste “possível paciente/cliente”.

O seu “possível paciente”, é um consumidor, e na hora de gastar o dinheiro dele, ele lança mão de seus critérios de preferencias, porque o bolso dele é um só. E pelo que conseguimos perceber, aqui no Brasil, a saúde bucal, não tem tido um posicionamento relevante na lista do que é mais importante para os brasileiros..

Essa situação onde este individuo não tem informação e instrução o suficiente (vide os dados da matéria) para atribuir valor aos critérios de sua saúde bucal, preferindo muitas vezes toda e qualquer possibilidade de consumo, prejudica a ele, porque sem a orientação adequada ele negligencia sua própria saúde. E estabelece um cenário difícil para o profissional que milita nesta função. Desta forma, sob o viés mercadológico, se quase 60% dos brasileiros não atribuem valor a aquilo que é objeto do oficio e renda para determinada profissão, no caso o dentista, a situação da odontologia fica realmente em dificuldades.

É claro que não estou tratando aqui de parte da população que mal tem o mínimo para viver. Estou me referindo a uma parte significativa de brasileiros que, com o aumento de renda na primeira década dos anos 2000, obteve maior poder de consumo. Mas que, por falta de informação e estimulo, muitas vezes, prefere comprometer sua renda com a compra de um novo celular, ou uma nova televisão, no lugar de investir em sua saúde. (Também não quero construir juízo de valor negativo para essas pessoas, porque elas são, muitas vezes, apenas reféns da lógica do jogo).

Muito bem. Eu dei essa volta toda, quis te posicionar sobre o contexto da dinâmica de mercado e usei o exemplo das 2 matérias para você compreender melhor o fator que quis abordar neste texto como importante no processo de valorização da odontologia e conscientização da população sobre sua saúde bucal. Sendo assim, apresento o que imagino ser fundamental para a melhor percepção da odontologia no Brasil:

O Dentista precisa se comunicar melhor, a Odontologia precisa se apropriar dos instrumentos de comunicação e MKT para conscientizar a população sobre a importância da saúde bucal e o valor que o dentista tem para ela.

Do ponto de vista social, a presença do Dentista nas mídias impressas, radio, tv, ou qualquer meio de comunicação (propaganda ou não), vai construir um ambiente de informação e de estimulo para população cuidar mais da saúde de seu sorriso. Se você parar para observar, a classe médica se apropria muito mais dos meios de comunicação. Não é raro termos a presença de médicos de diversas especialidades em programas de TV ou de rádio, ou em matérias de revista e jornal. Eles usam melhor os meios de comunicação de modo a conscientizar a população e gerar valor para a classe deles.

Do ponto de vista mercadológico, a classe odontológica precisa parar de competir entre sí, dentista contra dentista. É preciso entender que entre a classe é preciso unir forças para fortalecer ainda mais a odontologia, só assim será possível mudar este cenário.  Tenho visto parte dos dentistas disputando de forma desleal os pacientes. Esta prática não ética e muito menos a mais inteligente:

  • Primeiro, porque este dentista poderia estar gastando suas forças (e recursos) para informar e estimular melhor a parte da população (quase 60%) que por desinformação não enxerga valor em cuidar da sua saúde e do seu sorriso. Não te parece mais razoável aumentar a demanda de 40% para 100% em vez de ficar disputando somente em cima dos 40%?
  • O segundo motivo é a pratica equivocada do preço. De uma vez por todas o dentista tem que saber gerar valor para o seu ofício. Porque ele é realmente importante na sustentação do pilar da saúde e expectativa de vida da sociedade.
  • O terceiro motivo é que a disputa deve ser com os atores externos à odontologia, ou seja, a classe tem que se unir e  construir um ambiente de informação e conscientização sobre a importância da saúde bucal e do profissional da odontologia. Somente assim os pacientes que são ao mesmo tempo consumidores no espaço econômico estabelecerão preferência ao que de fato importa, sua saúde.

Se o dentista não se apropriar dos meios de comunicação e MKT, os outros agentes econômicos (Empresas de eletrônicos, de moveis, entretenimento, etc, etc) irão fazê-lo. E assim, atrair para eles o fluxo da prosperidade. Não quero levantar aqui uma discussão sobre a conduta destas empresas, não é o caso, o fato é que na dinâmica do mercado, elas estão no papel delas e já entenderam as regras do jogo. Mas, em minha opinião, ter saúde é mais importante do que ter um celular novo. E se os dentistas não se atentarem para isso, continuaremos tendo uma grande população de desdentados com sérios problemas de saúde e de autoestima assistindo  novela em televisões de última geração.

Gostaria de ouvir sua opinião sobre a odontologia no Brasil. Por favor, acesse este link e responda a 2 perguntas. Muito obrigado. 

Jirres Edmundo
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A Odontologia no contexto de Mercado

Tenho uma clínica de Radiologia Digital 2D. Vale a pena investir em Tomografia Cone-Beam ?

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Essa é uma questão que já tirou o sono de diversos radiologistas e ainda esquenta a cabeça de muitos outros por este Brasil a fora. O dilema é muito claro: Trata-se de um investimento alto, e por isso, muitos radiologistas acabam tendo o receio em darem este passo para a tão almejada  3° dimensão.

Os benefícios que este padrão de diagnóstico tem a oferecer são inegáveis, isso ninguém discute. O ponto da dúvida, no entanto, está na esfera mercadológica e financeira. Sendo assim, permitam-me oferecer os meus “pitacos” sobre como vejo essa questão na radiologia brasileira.

Antes de começar a mostrar os pontos que me levam a pensar na importância deste investimento para as clínicas de radiologia, quero lembrar que sou, antes de qualquer coisa, contrário a qualquer tipo de investimento ou projeto empreendedor sem o mínimo de estudo de mercado ou viabilidade de negócio. Por isso, inclusive, criei a ferramenta de estudo de viabilidade para investimentos em radiologia. Trata-se de uma planilha em Excel e o uso dela é gratuito. Fique a vontade para fazer o download aqui.

A falta de disposição do radiologista/empreendedor em estudar o mercado e a viabilidade dos investimentos antes de iniciar seus projetos, faz com que ele, muitas vezes, invista o seu dinheiro em projetos fadados ao insucesso. Mas faz também com que ele perca inúmeras possibilidades de investimentos rentáveis. O investimento em expansão da sua clinica com a tomografia cone-beam é um bom exemplo deste segundo caso.

Atualmente há um numero grande de clínicas de radiologia odontológica que já adotaram o conceito digital mas ainda não incorporaram ao seu portfólio o padrão 3D de diagnóstico. E dentro deste universo, certamente existe um numero gigantesco de clínicas que já deveriam tê-lo feito. Então você me pergunta: Por que deveriam ter feito?

E eu lhe respondo: Porque é totalmente viável economicamente (1), porque isso vai produzir uma grande evolução na odontologia da região onde for realizada (2) e, sobretudo, no contexto atual é impossível desviar dos recentes progressos que o diagnóstico odontológico vem passando (3). 

(1)Viável Economicamente: Eu costumo fazer uma comparação muito boba (me perdoem pela simplicidade da comparação), mas vale para ilustrar a questão. Imagina que você monte uma padaria, alugue o espaço, contrate funcionários, pague água, luz, impostos, etc… Ok. Você vende apenas pão nesta padaria. E com o seu saboroso pãozinho você fatura R$ 10.000,00 por mês. Tendo uma despesa de R$ 7.000,00 com toda essa estrutura. Mmmm… Muito bom!! Aí você acorda um belo dia e pensa: Peraí.. quem compra pão, compra leite também. Então você decide incluir leite em seu portfólio de venda de produtos em sua padoca. O que isso significa?…A estrutura continua lá, R$ 7.000,00 para mantê-la (funcionários, água, luz, impostos, etc), ela é necessária para o negócio rodar. Mas ter incluído o leite te permitiu aumentar o seu faturamento de R$ 10.000,00, para R$ 15.000,00. Imagina que você tem um gasto com a compra do leite de R$ 3.000,00. Perfeito!! Incluir o leite aumentou o seu ganho em mais  R$ 2.000,00. O seu ganho que era R$ 3.000,00 pulou  para R$ 5.000,00. Sem grandes esforços.

Entenderam a ilustração? No bom minerês (dialeto que inclusive domino muito bem), essas clinicas que já possuem o serviço de 2D digital, estão com “a faca e o queijo na mão”.

(2)Sobre a questão da evolução da odontologia: A tomografia cone-bem potencializou em grande escala a capacidade diagnóstica. Investir, Disponibilizar e informar os dentistas de sua região sobre benefícios desta tecnologia produzirá um enorme ganho para a saúde dos pacientes. Existe uma enorme demanda reprimida. Essa demanda é composta pelos dentistas que precisam receber de você as informações adequadas para começarem a entender as vantagens da tomografia e solicitar este tipo de exame para seus pacientes.

(3)Contexto do progresso Diagnóstico: Para a maioria das clínicas que oferecem serviço de radiologia, o investimento nesta tecnologia é só uma questão de tempo. Para algumas esse tempo é agora, para outras, por uma questão de viabilidade, é melhor que seja feita um pouco mais pra frente. Mas é imperativo o investimento neste padrão de diagnóstico. Entender que essa evolução vai fazer parte da historia do seu negócio, deve te fazer pensar melhor qual deve ser o tempo para isso acontecer.

Custo de Oportunidade

Aprendi que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu. William Shakespeare

Gosto também de analisar essa questão pelo conceito de Custo de Oportunidade. É fácil entender que a renúncia por uma oportunidade de negócio, gera um custo. Este custo, no caso, seria a ausência dos benefícios que a adição deste serviço traria para sua clinica. Até mesmo o custo de ver um terceiro aproveitando desta oportunidade e subtraindo de você todos os benefícios que poderiam ter sido gerados para sua clínica. Renunciar esta oportunidade quando ela é viável, é pagar caro não apenas com o que se perde diretamente e sim com o mundo de benefícios e projeções que sua clinica teria ao adotar este padrão de diagnóstico.

Para finalizar esse raciocínio, insisto, não tenha medo, OUSE. O investimento realmente é alto, mas é preciso ver sob o viés da viabilidade economica. Analise o mercado, faça o estudo de viabilidade, pergunte aos seus colegas que já precisaram tomar essa decisão. Se o cenário for positivo, proporcione mais este avanço para sua clinica, para o mercado onde você atua.

A pessoa que chega mais longe é geralmente aquela que está disposta a fazer e ousar. O barco seguro nunca vai muito longe da margemDale Carnegie

Em breve vou postar um estudo que estou terminando sobre os pontos que devem ser observados para este tipo de investimento. Isso pode lhe ajudar um pouco mais no processo de decisão.

Se você vinha pensando nisso, e tem dúvidas se deve ou não fazer esse investimento agora, sugiro que comesse fazendo um estudo de viabilidade. Baixe ele aqui.

Se precisar de ajuda, fico a disposição.

Jirres Edmundo
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Tenho uma clínica de Radiologia Digital 2D. Vale a pena investir em Tomografia Cone-Beam ?

Fique alerta!! Em 3 meses, irá abrir uma clínica concorrente bem perto de você

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Imagine se você tivesse acordado hoje com a notícia de que em breve estaria sendo aberto mais um serviço de radiologia perto da sua clínica!

Pois é… por mais desconfortável que seja essa situação, é preciso estar preparado para ela. Porque o mercado é livre e do dia para noite pode surgir um novo serviço de radiologia  na região onde você atua. E não tem como prever que dia isso poderá acontecer ou qual será a postura do novo concorrente.  Se for alguém com bom senso e que atue de modo a somar, fortalecendo ainda mais a odontologia e a prática deste serviço na região, ótimo! (inclui no critério de bom senso a pessoa abrir um serviço em um espaço que comporte a atuação de mais uma clinica, é claro.) Neste caso, por incrível que pareça, uma atuação sadia, irá trazer benefícios para todos. Mas, pode ocorrer também que, quem monte, não tenha esse perfil, não tenha nenhum preparo de gestão e estabeleça uma relação de concorrência desleal e desonesta. E aí… o que fazer?

A verdade é que para estar preparado para uma circunstância como esta, você precisa cuidar da sua clinica e dos seus clientes todos os dias (começando hoje) como se soubesse que em pouco tempo entrará na sua região um concorrente com o segundo perfil que citei (perfil desleal).

Presenciei esse tipo de situação em diversas clínicas e elas não estavam preparadas para este momento. É até natural, somos sempre inclinados a nos mantermos no  status quo. O raciocínio muitas vezes é o mesmo, “não vale a pena investir mais, pois os dentistas/pacientes  não valorizam, o meu faturamento vai continuar o mesmo”.

Observando a recorrência desta situação e com um pouco de senso analítico, juntei algumas práticas que talvez possam ser interessantes para se precaver:

Estar sempre à frente com Inovações: Manter uma postura de vanguarda, certamente você estará à frente de qualquer concorrência que eventualmente vier a se estabelecer. Porque obviamente você sempre terá a disposição o que há de melhor em tecnologia para oferecer aos seus clientes e assim irá construir maior prestígio da sua clinica diante de seus clientes.

Manter os custos da sua clinica enxutos: Geralmente, com o passar do tempo, a gestão da clinica vai ficando mais frouxa. E acontece desperdício de dinheiro. O legal é sempre manter  as contas da empresa muito bem ajustadas. Para obter maior lucro. E ai sim, usar este lucro para os tempos de vacas magras e/ou investir em coisas que promoverão um melhor desempenho da clinica.

Ser referência  na qualidade do serviço e atendimento do mercado: Acorde todos os dias com esse objetivo. Use todo o seu conhecimento e recursos para diariamente aperfeiçoar o seu atendimento e gerar o melhor serviço. Não permita que o mosquito da acomodação te pique.

Qualifique sua equipe: Gaste tempo e dinheiro para manter sua equipe super afiada. Não se esqueça de que o segredo do negócio está nas pessoas e na qualidade do serviço que elas conseguem exercer. Para isso, invista em treinamentos, em qualificação de sua equipe. Ofereça livros ou conteúdo que possam ajudar no desenvolvimento profissional deles. Motive-os a participarem de cursos ou palestras que os permita crescer em conhecimento. Se possível, crie metas para a equipe e se eles baterem as metas, a clínica subsidia o curso, a palestra, o que for.

Invista em você:  E por fim, não se esqueça; na odontologia em geral, o responsável técnico muitas vezes é a referência do negócio. Você precisa ser bom. Precisa ser a referência em conhecimento na prática do diagnóstico em sua região. Para tanto, você pecisa investir em seus conhecimentos.  Sempre que possível, atualize os seus conhecimentos. Não deixe de participar dos congressos, faça os cursos necessários ao desenvolvimento de sua prática diagnóstica e crie uma busca continua de aperfeiçoamento de seu currículo.

Bem.. por hoje é isso ai pessoal. Grande abraço

Jirres Edmundo
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